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AS CENTÚRIAS E OS PAPAS

Profecias e Políticas

 

Quando o mundo vai acabar? Segundo os antigos maias, no dia 22 de dezembro de 2012. Vai daí que as Profecias de Nostradamus ficaram neste 2010 para segundo plano. Mas isso será um apocalipse ou um novo começo?
Melhor dizendo, o que as Centúrias diziam não é para se levar a sério? Como levar a sério um povo que não conseguiu resistir ao próprio tempo e é uma civilização extinta.
Devemos acreditar de que, porque não continuaram construir seu calendário, decretavam assim o fim de tudo?
E quem garante que aqueles símbolos foram corretamente interpretados e que os cálculos dos ciclos Maias não foi um mero exercício matemático.
Por minha tradição Marques da Cruz retorno às centúrias e outros presságios. Leia este ensaio enquanto uma catástrofe ou um novo despertar só nos espreitam,
e a medida que 2012 se aproxima rapidamente vamos ver no que isso tudo pode dar !(E.C.)

 


UM POUCO DE TEATRO

O TEATRO EM BUSCA DA BRASILIDADE

CENSURA  - AS AGRURAS DO PALCO


PRÓXIMA ESTAÇÃO:

Nossa língua

registro

 

 

 


 

UM SÓ BRASIL

DE MUITAS CARAS

E MUITOS SONS

Como já me livrei de notas introdutórias , péssima expressão para qualquer tom de ensaio me sinto livre para incorrer em injustiças e tomar catiripapos de amigos mais chegados e cometer o despretencioso texto, dando testemunha que esse Brasil tem muito de conhecer esses outros brasis. Ia me ater a um mapa, dividir regiões, colocar em ordem alfabética, mas percebi que ia incorrer em erro, escorregar no didatismo e no melhor dizer de João Antonio, ia me tornar um "um doutor sambudo e quiquiriqui, um litorâneo raquítico e pretencioso" que vive a "torcer o nariz".
Resolvi começar São Paulo, filho da terra que sou. Afinal quem é a cara de São Paulo...Meus amigos de beberundar nas padarias do Bixiga (apelido de um bairro central e boêmio) logo sacaram de um nome de rua, Adoniran Barbosa mas depois... depois tem o depois e outros poréns que logo veremos em outros intertítulos. LEIA MAIS...

 


 

A ARTE DA GUERRA

OU UMA GUERRA SEM ARTE

(1a parte)

Uma guerra contra miseráveis está em curso. Explico. O que tirar mais de um pouco a quem só sobrou a fé um tanto de terra pobre. Pois assim está sendo feito sob o olhar concubino dos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e de uma sonolenta (ou seria pachorrenta e servil) ONU.

A ofensiva israelense na faixa de Gaza vem assolar uma região que já vinha afundado em dificuldades econômicas, sociais e sanitárias intensificadas pelo bloqueio imposto por Israel em junho de 2007, quando o grupo islâmico Hamas tomou o controle da área em eleições soberanas. O grupo considerado terrorista por Israel, EUA e União Européia ganhou as legislativas e, mesmo com o corte da ajuda ocidental, governou por um ano, até combates com o Fatah culminarem com a expulsão dos rivais de Gaza.

Em março do ano passado, dez meses antes do início dos ataques, a situação do território palestino já havia chocado o chefe da ONU para assuntos humanitários. Após percorrer a região, John Holmes relatou "uma miséria que priva os moradores das mais elementares condições de dignidade" e se disse "escandalizado com as coisas cinzentas [que viu]".

 Mais de 80% dos 1,5 milhão de habitantes do território são pobres, e metade da população ativa não tem renda fixa.

Dois terços dos cerca de 110 mil empregos que existiam no comércio desapareceram nos últimos anos. O bloqueio de 2007 acirrou a crise. Das 3.900 empresas locais de 3 anos atrás, sobraram menos de 200.

Com o colapso do sistema de esgoto, os dejetos acabam despejados no mar, tornando insalubres as praias mediterrâneas e aniquilando a fonte de lazer preferida da juventude local.

Só há eletricidade durante metade do dia no território, que se assemelha em tamanho e população ao município de Guarulhos (SP) - na prática, duas das áreas mais densamente povoadas no mundo, com mais de 4.000 habitantes/km2.

É sobre este este recorte de terra que Israel agora ataca. As tropas israelenses entraram neste sábado (3/01/0009) na Faixa de Gaza e enfrentam, pela primeira vez desde o início dos bombardeios aéreos, os homens do Hamas dentro da zona de conflito.

Em resposta ao ataque terrestre israelense, os líderes do grupo palestino, responsável pela administração da Faixa de Gaza, ameaçaram transformar o território em um "cemitério" para os soldados israelenses.

Do outro lado, o Exército de Israel anunciou que a ofensiva terrestre, a primeira desta envergadura desde a evacuação da Faixa de Gaza, em 2005, durará "muitos dias". O governo explicou que o objetivo é "tomar o controle" dos setores de Gaza de onde são disparados os foguetes contra Israel.

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, o ataque "tende a agravar ainda mais o conflito israelo-palestino". A nota informa ainda que o ministro Celso Amorim manteve contatos nos últimos dias com lideranças políticas para tentar criar uma conferência internacional pela paz na região.

Leia a nota oficial do governo brasileiro na íntegra:



"
Ofensiva terrestre israelense em Gaza

O Governo brasileiro deplora a incursão militar terrestre israelense na Faixa de Gaza, que tende a agravar ainda mais o conflito israelo-palestino.

Reiterando declarações anteriores em que conclama ambas as partes a se absterem de atos de violência, o Governo brasileiro apóia os esforços, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, por um cessar-fogo imediato, de modo a permitir a pronta retomada do processo de paz.

A realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, conforme proposta feita pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, constituiria passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino e da existência de Israel em condições de segurança.

Com este objetivo, o Ministro Celso Amorim manteve contatos nos últimos dias com lideranças políticas européias, norte-americanas e árabes, bem como com o Secretário-Geral da ONU. O Ministro Celso Amorim encontra-se no momento em Lisboa, onde manterá conversações com autoridades portuguesas, inclusive sobre o processo de paz na Palestina".

 

É bom que se relembre que a miséria de Gaza remonta à partilha da Palestina pela ONU, rejeitada pela maioria árabe da região posta sob mandato britânico após o fim do Império Otomano, na 1ª Guerra Mundial. Em 1948, milhares de palestinos foram expulsos de suas propriedades e terminaram nas praias da cidade, então um pequeno pólo comercial. Acabaram amontoados em terrenos baldios até hoje chamados de campos de refugiados. Calcula-se que 80% dos atuais moradores sejam membros de famílias antes estabelecidas no que viria a ser Israel. Poderá haver paz nestas condições? Esta é uma guerra sem arte! Vamos às outras artes e outras guerras. CLIQUE AQUI PARA O ENSAIO COMPLETO.


 

QUANDO A VERDADE SE CONFUNDE COM A FICÇÃO

 

Costumamos pensar que o romance histórico é uma típica narrativa dos que se socorrem dos fatos para dar asas a seus floreios ficcionais. Talvez pudesse ser verdade, não fosse o empenho de grandes autores em procurar aproximar as informações históricas, muitas vezes maçantes, bordadas de datas e acrescida de pinduricalhos, como notas de rodapé do grande público. Não fosse assim, poucos teriam a oportunidade de entender melhor a história de seus países. O romance histórico também é um fenômeno pop, uma vez que é a base para muitas das adaptações de sucesso para o cinema e a televisão. Muitos ousam demais e “romanceiam”, glamourizando personagens muito mais desinteressantes. De uma forma ou outra, realmente fica difícil para qualquer um de nós saber o diálogo ocorrido, nessa ou naquela alcova, ou ainda o último suspiro de um bravo herói (isso se ele realmente foi um herói). LEIA O TEXTO COMPLETO

 


 

NATAL
DAS ORIGENS À BRASILIDADE

Esta matéria sobre o Natal, após estafantes pesquisas poderia começar da seguinte maneira: “Cam, filho de Noé, gerou um filho, Ninrode que significa em hebraico, "ele se rebelou" ou "o rebelde". Depois de Ninrode morrer, Semiramis , sua mãe, criou o mito da sua sobrevivência pós-morte, ao afirmar que ele era agora um espírito, alegando que um pinheiro cresceu na madrugada de um pedaço de árvore morta. Todos os anos, por ocasião do seu aniversário, Ninrode (em espírito) visitava o pinheiro e deixava nele oferendas na data que coincide com o nosso 25 de Dezembro. Por outro lado, no Egito acreditava-se que Horus, filho de Isis nasceu no dia 25 de Dezembro do nosso calendário. Só por aí, já deu para entender o que nos aguarda? Nosso Natal, como comemoração tem muito mais origens obscuras do que imaginamos e mais que isso, no caldeirão de nossa formação acaba se transformando em um verdadeiro Natal à brasileira , no qual é até divertido identificar as reais origens dos costumes.  Leia mais


 POETA É ALGO QUE MORRE MUITO
por Eduardo Cruz

 

Desgraças à parte, nossos poetas românticos e boêmios eram dados a morrer de tuberculose, doença essa que grassava nas rodas da extravagância. Mas outros optaram por vias menos naturais e mataram-se. Em todos os tempos e todos os países isso vinha acontecendo, que o diga Goethe quando criou o seu jovem Werther. Que o diga os novos poetas (os neo-byronianos) góticos e outros tantos, em todas as épocas de nossa lira literária. Leia mais


UM MERGULHO NO PASSADO PAULISTANO -
COM ESTILO

Quem poderia ocupar-se do tema Belle Époque no Brasil, e mais ainda, de todo uma efervescência cultural que dominou especialmente a intelectualidade paulistana e envolveu nomes do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Um salão onde nomes como Tarsila do Amaral trafegava com a mesma celeridade do maestro Francisco Mignone e cujo afrancesamento óbvio era criticado por Monteiro Lobato mas, mecenava figuras como Oswald de Andrade,Mario de Andrade e José Oiticica. Esse perfume de várias e requintadas essências como as do “Ao Trevo Sideral”, alimentavam as delícias de gourmets que se davam ao luxo de imprimirem seus cardápios em francês, mandarem cartões em espanhol e cantarem um hino a cada encontro e que declarava em bom toar, sob a batuta do “jefe” “E, é seguro, heis de vencer,/Arme os braços o IDEAL!/Vinde à arena combater,/Cavalheiros da Kyrial!”. Leia mais

 

 


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