Aprender a conhecer Marcos Rey é tropeçar pelos escuros escaninhos da mente, da zona da Aurora, dos porres no Coruja da São João, do lanche pobre no "bar do circo" quando não se tinha grana para o Ponto Chic. É conhecer a banda podre, angustiada mas por fim alegre e alcoólica de uma São Paulo que já foi pro ralo. Era o Rey safo comendo do infanto-juvenil e nos deleitando com os esgares de uma cidade horrenda mas sedutora. Rey era o intelectual que não tinha medo da rua do Triunfo e não se envergonhava do triunfo de seus roteiros transpostos para a tela em pleno reinado dos cinepulgueiros. Que saudade dos cinepulgueiros que hoje viraram templos torpes da exploração da fé! Perdemos você meu Rey, meu caro Marcos, mas você não perdeu nada depois do que fizeram a sua cidade! (E.C.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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